Medicação e Dispositivos
Os diabéticos não insulinodependentes que não conseguem atingir um controlo adequado com a dieta, exercício e perda de peso, necessitam de medicação. A maioria consegue o controlo com medicação oral, mas alguns têm que mudar para a insulina.
Insulina
Insulina é usada diariamente por diabéticos insulinodependentes. A insulina é a melhor - e possivelmente a única alternativa quando nem uma dieta saudável e exercício físico, nem medicamentos orais, são suficientes para se conseguir níveis normais de açúcar no sangue. A insulina deve ser injectada, uma vez que se degrada no estômago, se tomada por via oral. Pode ser uma perspectiva desagradável o facto que ter que tomar injecções de insulina diariamente, mas tal facto pode trazer vantagens. A insulina estimula e regenera os tecidos o que pode aumentar a sua vitalidade. A maioria dos preparados de insulina consistem em insulina em sistemas de administração na forma de caneta. Tal, constitui um sistema de injecção completo que inclui o contentor de insulina e a seringa. Com este sistema a maioria das pessoas, pode assim, fazer o seu próprio tratamento e praticamente sem dor.

Insulinas de acção rápida e de acção lenta
Para a maioria das pessoas não insulinodependentes, 1 ou 2 injecções por dia podem ser suficientes. As pessoas diabéticas insulinodependentes por vezes necessitam 4 injecções em 24 horas para atingir um bom controlo da glicémia. As preparações de insulina existentes são a insulina de acção rápida, a insulina de acção lenta e a mistura das duas. O seu médico irá ajudá-lo(a) a encontrar a dose correcta para si. Vai depender do seu peso, do seu nível de exercício físico e da sua dieta.
Tratamento temporário com insulina
Se trata a sua diabetes com medicação oral e tiver que fazer uma cirurgia ou desenvolver uma rara doença grave, necessitará tomar insulina temporariamente. O único efeito secundário do uso da insulina é que a glicémia pode descer baixar demasiado. Nesse caso, deve imediatamente ingerir açúcar ou beber uma bebida açucarada.
As mulheres que tencionam engravidar devem decidir com o seu médico qual o melhor tratamento: insulina ou comprimidos.
Medicação oral
A medicação oral na forma de comprimidos é usada para o tratamento de diabéticos não insulinodependentes, quando a dieta e a prática de desporto não alcançaram resultados satisfatórios durante um considerável periodo de tempo. Os comprimidos contêm substâncias que aumentam a produção de insulina pelo pâncreas e/ou aumentam a taxa de absorção do açúcar pelas células do corpo.
A medicação oral apenas funciona quando o corpo ainda consegue produzir insulina. Quando se esquecer de tomar um comprimido, a sua glicémia pode aumentar demasiado. Deve testar a glicémia e, possivelmente, complementar o uso de comprimidos com insulina. Nunca tente compensar uma dose esquecida tomando uma dose dupla na vez seguinte. Isto pode causar uma sobredosagem do medicamento, o que fará a glicémia baixar demasiado. Os sintomas deste problema incluem: tonturas, suores, tremuras e dores de cabeça. Se apresentar estes sintomas, deve ingerir imediatamente qualquer hidrato de carbono de absorção rápida, tal como açúcar, bolachas ou sumos de fruta. Casos mais graves, que podem levar à perca de consciência, devem ser tratados com glucagon ou com glucose intravenosa.
A medicação oral para a diabetes divide-se em três grupos com mecanismos de acção diferentes. Os grupos são: estimulantes das células-beta; biguanidas; e inibidores da glucosidase. Se necessitar de tomar outros medicamentos, informe sempre o seu médico que toma medicamentos para a diabetes por via oral. O efeito dos medicamentos para a diabetes pode ser aumentado por interacção com outros medicamentos. Os comprimidos destes três grupos podem ser usados em separado, em associação ou, se necessário, combinados com insulina.
Estimulantes das células-beta
Os medicamentos deste grupo são normalmente usados por doentes acima dos 40 anos, com peso superior ou ligeiramente superior ao normal. Incluem: sulfonilureia, tolbutamida, glibenclamida, glicazide, glimepirida, glipizida, ameglitnide e repaglinide. Estas substâncias estimulam as células-beta do pâncreas para segregarem maior quantidade de insulina. Também aumentam a sensibilidade à insulina. O seu efeito é de 4 a 24 horas.
O tratamento é iniciado de uma forma cuidadosa, pois a sensibilidade aos medicamentos é diferente de pessoa para pessoa. A dose pode ser aumentada em cada 3 a 7 dias (ou menos caso haja tratamento em simultâneo com dieta) até ser encontrada a dose apropriada. Se a função renal estver diminuída, a dose deve ser reduzida. Se a função hepátiaca estiver reduzida, ou após longos períodos de jejum, estes medicamentos devem ser usados com cuidado. Repaglinide deve ser tomado antes de cada refeição principal. Se falhar alguma refeição, não tome o medicamento.
Efeitos secundários dos estimulantes das células-beta
O efeito secundário mais comum dos estimulantes das células beta é a diminuição da glicémia. Isto é mais provável que aconteça quando falha uma refeição, come muito pouco, faz mais exercício que o habitual ou ingere bebidas alcoólicas. Efeitos secundários de outro tipo são raros.
Biguanidas
Este grupo de medicamentos é usado em indivíduos obesos, acima dos 70 anos e com diabetes não insulinodependente. Uma das biguanidas é a metformina, que aumenta a sensibilidade das células à insulina. A metformina também tem um efeito supressor do apetite e pode levar à diminuição do peso. O efeito da metformina começa após 2 horas e dura 24 horas. Os comprimidos são tomados com as refeições. As doses iniciais devem ser pequenas, por forma a evitar efeitos secundários tais como náuseas, perda de apetite, diarreia, vómitos e um gosto metálico na boca. Ao contrário dos outros comprimidos, as biguanidas nunca provocam diminuição da glicémia. Não devem ser usadas por doentes que têm problemas cardíacos, pulmonares, hepáticos ou renais, ou por alcoólicos. Estes indivíduos podem correr risco de vida devido a envenenamento por ácido láctico.
Inibidores da glucosidase
Estes comprimidos contêm acarbose que retardam a digestão dos hidratos de carbono no intestino, o que evita o aumento da glicémia após as refeições. A acarbose ajuda a manter um bom nível de HbA1c.